quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Ingressos à venda para o show do ForFun em Vila Velha


Só lembrando que os ingressos para o show do ForFun, dia 8/12, estão à venda a partir de hoje. Os pontos de venda são as lojas Cristal Graffiti de Campo Grande, Guarapari e dos Shoppings Vitória, Top Model - Glória, Laranjeiras e Praia da Costa. O show acontece no Ginásio do Colégio Marista, em Vila Velha, e a abertura fica por conta do Volume 7. Ingressos serão vendidos à 20 reais (primeiro lote).

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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Pocket show para inaugurar a parceria


O cooperativismo nunca fez mal à música. É acreditando no velho lema de que a união faz a força que o projeto Rock in Box reúne três nomes proeminentes do rock independente capixaba com o nobre objetivo de levar sua música ao maior número possível de pessoas. Volume 7, Antemic e Alex Kid Music dividiram o palco do Teatcher's Pub, no último domingo (18), para dar partida a essa benéfica união. O “pocket show” marcou o início do projeto que prevê ainda turnês conjuntas e a produção de uma caixa com material promocional das três bandas. Parte desse material começou a tomar forma com a gravação de um vídeoclipe de cada banda durante a apresentação de domingo.

O conceito do pocket show empregado no evento foi bem literal. Uma apresentação curta, com cerca de sete canções por grupo (a última música de cada set teve direito a bis e playback para a produção do audiovisual). O evento também teve menores proporções em termos de público. A quantidade de pessoas que passou pelo Teatcher's no domingo deve ter chegado a umas 60. Se por um lado o show perdeu em participação da platéia, ganhou muitos pontos no quesitos conforto e descontração. As bandas se mostraram bem à vontade e quem compareceu pôde tomar tranqüilamente suas cervejas e apreciar uma apresentação mais intimista e pessoal.Destaque para a sonorização que esteve impecável.

Os shows

Começando com uma hora e meia de atraso, o AlexKid Music foi a primeira banda a tocar na tarde de domingo. O quarteto desfilou uma série de canções de alto potencial radiofônico, sem abrir mão da personalidade e da energia características do punk rock. O pop punk do AlexKid soa bem peculiar, repaginado por um série de referências diversas. O som flerta com o indie rock sem se deixar contaminar por seus excessos. A banda abre mão da frescura indie e põe todo mundo para dançar com a energética e melodiosa “À Deriva”, um hit em potencial.




Em seguida, o Antemic assumiu o comando do palco. Mostrou uma apresentação vibrante, dando ênfase ao repertório que fará parte de seu próximo disco. As projeções mostravam imagens da arte gráfica do tão esperado full album do grupo, mas também houve espaço para relembrar o primeiro EP. O ex-vocalista Stéphano fez uma participação especial no show que contou com muitas homenagens aos músicos que já passaram pela banda.




O público mal teve tempo de tomar fôlego e lá estava o Volume 7 tomando o Teatcher's Pub de assalto com seu post-hardcore repleto de referências pop. A banda não deixou a energia baixar e foi responsável por, talvez, a melhor presença de palco da tarde. O Volume 7 também surpreendeu ao incluir em seu set algumas músicas que andavam há muito tempo sumidas do repertório. Quase todas as faixas do primeiro EP, Condição de Existência, foram executadas. O público pareceu aprovar a surpresa.


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Rock na "Caixa"

Três bandas unidas, tentando passar por cima das dificuldades do cenário independente em uma cidade tão próxima e ao mesmo tempo tão distante dos centros difusores de cultura do país. Esse é o Rock in Box, uma parceria que envolve alguns dos nomes mais significativos da nova geração do rock capixaba. Quem coordena o projeto é o produtor Felipe Gama e Lorena Louzada. Inicialmente, o Rock in Box prevê a criação de uma estrutura básica que viabilize shows e turnês, além de uma caixa com material de divulgação das três bandas envolvidas. Felipe Gama afirmou que os esforços para a captação de recursos e patrocínio já estão em um estado adiantado. O projeto busca parcerias com algumas empresas capixabas e logo o público começará a notar os resultados dessa iniciativa.


Para o guitarrista Murilo Almeida (Antemic, Volume 7 e ex-Dead Fish), o projeto vem em boa hora porque a nova geração de bandas de Vitória passa por momento de crescente individualismo. “Agente começou a perceber que Vitória tem muitas bandas novas de que agente nunca ouviu falar. Eles fazem os shows deles e só se preocupam em tocar. É como se fossem shows só para o pessoal das bandas”. Murilo afirma que os reflexos dessa falta de articulação podem ser vistos na queda de público que os shows independentes tem sofrido nos últimos tempos em Vitória. “Hoje, você vê shows com um público de 30, 40 pessoas. A dez anos atrás, as pessoas pegavam ônibus e passavam a madrugada na Barra do Jucu em eventos em que o público chegava a duzentas pessoas” . Quem também recorda o passado, só que com menos saudosismo, é o baixista do AlexKid Music, Jackson Pinheiro. Para ele, a inexperiência impediu que muitas bandas se aproveitassem do cenário positivo por que passava a música capixaba há cerca de cinco anos atrás. Jackson disse ver no Rock in Box uma excelente alternativa para passar por cima dos egos e individualismos e conseguir comercializar sua música, buscando reconhecimento dentro e fora do Espírito Santo.

A união de forças é a tônica desse projeto, mas ele também propõe uma reavaliação do conceito de bandas independentes como algo essencialmente underground. A boa comercialização e sustentação financeira são vistos como atributos fundamentais para garantir a esses grupos uma maior longevidade. “A idéia é romper os limites da música underground e conseguir com que as bandas sejam ouvidas pelo maior número possível de pessoas”, explica Amaury Valentim, ex guitarrista do AlexKid Music. Alexandre Barcellos (Antemic) também vê no Rock in Box a possibilidade de que 2008 seja um ano mais produtivo do que foi seu antecessor, marcado por problemas financeiros e mudanças de formação de sua banda. “O projeto está aberto a outras bandas. Futuramente, o Rock in Box pode até se transformar em um selo para as bandas capixabas”, afirma Alexandre.

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